Vacinação irregular de crianças e adoscentes contra a Covid-19 terá consequências segundo o Advogado-Geral da União Bruno Bianco

Mais de 57.147 crianças e adolescentes em todo o país, foram vacinados irregularmente segundo o Advogado-Geral da União, Bruno Bianco. Nos dados, essas crianças e adolescentes menores de 18 anos, foram imunizadas contra a Covid-19 com doses para adultos, e que não é autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para essa faixa etária. Ainda segundo Bruno Bianco, o Ministério da Saúde enviou dois ofícios aos estados e ao Distrito Federal, em setembro e em novembro do ano passado, questionando os dados sobre a aplicação de vacinas não aprovadas pela Anvisa em menores de 18 anos e também se haveria erros na inserção das informações que pudessem ser retificadas, mas não obteve respostas. Ele ainda pediu para o Ministro Ricardo Lewandowski, que concedesse uma liminar que obrigasse os estados e municípios a interromper a campanha de vacinação nesse público que esteja em desacordo com as diretrizes da Anvisa e do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. Ainda no oficio, o Advogado-Geral, pediu ao Ministro, que estado e municípios identificassem todas as crianças e adolescentes que receberam a vacina contra Covid-19 em adultos, para serem inseridas no sistema de farmacovigilância e tenham identificados possíveis efeitos adversos. O procedimento é uma recomendação da Anvisa.

De acordo com tabela extraída da Rede Nacional de Dados da Saúde e que consta na manifestação da Advocacia Geral da União, 2,4 mil crianças de até 4 anos foram vacinadas contra a covid-19 – ainda que a imunização nessa faixa etária não obtenha nenhuma aprovação da Anvisa ou do próprio Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação.

Além disso, 4,4 mil crianças entre 5 e 11 anos teriam recebido vacinas de outros fabricantes que não a Pfizer/BioNtech, única aprovada pela Anvisa para aplicação nessa faixa etária.

A tabela também aponta a aplicação da vacina da Pfizer, mas em sua versão para adultos, em 18,8 mil crianças entre 5 a 11 anos no lugar de doses pediátricas aprovadas pela Anvisa para essa faixa etária e cujas primeiras remessas só chegaram ao Brasil este ano.

No caso de adolescentes entre 12 e 17 anos, 29,3 mil receberam doses de farmacêuticas – AstraZeneca, Sinovac ou Janssen – que ainda não receberam autorização da Anvisa para aplicação nessa faixa etária.

Entre os casos mais graves, a AGU cita a aplicação de doses para adultos e também já vencidas da vacina da Pfizer em 49 crianças no município de Lucena, na Paraíba. Segundo o órgão, o Ministério da Saúde apura o caso para eventual responsabilização criminal.

 

Fonte: ITA FM, com dados do Agencia Brasil