Uma mulher e dois filhos que eram mantidos em cárcere privado dentro de uma casa (reprodução / G1 Rio de Janeiro)O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado. A 43ª DP investiga o caso. Além de manter os três presos por tanto tempo, o suspeito tinha outros ritos de crueldade, segundo vizinhos. Ele recebeu o apelido de DJ, por exemplo, por colocar o som muito alto. Mas o que parecia ser um simples hábito para a vizinhança, tinha na verdade a intenção de abafar os possíveis gritos de socorro da família.
“Aqui é difícil ouvir alguma coisa porque as crianças gritavam e ele botava o som bem alto. Tanto é que chamavam ele de DJ”, contou uma vizinha. “A gente passava muitas vezes aqui e o som alto. Ele tinha uma aparelhagem de som muito grande aí dentro. Tipo assim, parece que para abafar a situação que estava acontecendo aí”, disse outro vizinho.
Os dois jovens tinham a aparência de crianças de 10 anos, por causa da subnutrição. A mãe e os filhos viviam em condições sub-humanas, amarrados e sem higiene. As vítimas foram encaminhadas para o Hospital Rocha Faria. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a mulher e os filhos apresentam quadro de desidratação e desnutrição grave e estão recebendo os cuidados clínicos necessários, além do acompanhamento dos serviços social e de saúde mental.
Fonte: O Liberal