

Segundo a Polícia Civil, o corpo foi localizado após a polícia ser acionada por familiares que visitaram a casa da vítima e identificaram a falta de bens e pertences pessoais da idosa, além do jardim substituído por uma calçada de concreto. Diligências estão sendo feitas para levantar informações sobre as motivações e identificar responsáveis pelo crime. Qualquer informação, pode ser repassada via Disque-Denúncia 181. O sigilo é garantido.
Professora estava desaparecida há 10 dias
A professora morava sozinha e estava desaparecida havia 10 dias. No sábado, a família viu fotos dela nas redes sociais e tentou manter contato com a professora. A pessoa que respondeu disse que Maria Mendonça estava bem e no Rio de Janeiro. No mesmo dia, uma conhecida da família entrou em contato e reafirmou as informações sobre a viagem.
Depois, os parentes descobriram que essa mesma mulher esteve, recentemente, na casa da professora, acompanhada de dois pedreiros. E acionaram, então, a Polícia. Essas informações também estão sendo investigadas pela equipe da Divisão de Homicídios.
A Polícia Científica foi acionada no fim da tarde de domingo (31) para fazer a remoção de um corpo encontrado em uma casa localizada na passagem Honorato Filgueiras, próximo à avenida Governador José Malcher, no bairro de São Brás, em Belém.
Segundo parentes, a Polícia Civil já trabalha com suspeitos de envolvimento no crime, mas não pode dar detalhes, para não que não se atrapalhe a apuração.
Imóvel estava bagunçado, o que não era o perfil da idosa
O corpo foi encontrado já em avançado estado de decomposição e embaixo de um calçamento, feito muito recentemente. Agentes da Divisão de Homicídios foram ao local acompanhados por homens do Corpo de Bombeiros, que levaram instrumentos para auxiliar a retirada. Segundo relatos de vizinhos, que preferem não se identificar, a dona da casa morava sozinha.
Recentemente, ela teria vendido um veículo que possuía e desde então não foi mais vista. “Há dez dias que ela não era vista, até que o irmão chamou a polícia pra abrir a porta. Começamos a desconfiar. Ela não tinha celular e o contato era feito por telefone fixo. De repente, notamos que ela estava com perfis em redes sociais, com postagens cuja linguagem não batia com o perfil dela. Foi quando procuramos a polícia”, disse um parente da vítima, que não quis se identificar.
Familiares e agentes da Polícia Civil entraram na casa no último sábado (30), mas não encontraram a mulher, apenas deram falta de alguns objetos e viram que o imóvel estava bastante bagunçado, o que não era do perfil da idosa.
No domingo, quando retornaram ao local, vasculharam o quintal e perceberam que tinha uma calçada construída no local onde Maria Mendonça cultivava um pé de capim-santo. “Ela jamais tiraria aquela planta do lugar pra construir uma calçada, por isso resolvemos quebrar e ver o que tinha embaixo. Era ela. Agora o que nós queremos é justiça diante de tamanha crueldade, um crime tão bárbaro. Se a pessoa que fez isso queria alguma coisa dela era só levar, mas não precisava fazer isso”, declara o parente.
Fonte: O Liberal