O verão amazônico é tradicionalmente seco mas neste ano de acordo com relato de cientistas o quadro ficou mais grave
Condições climáticas muito diferentes de outros anos seca quase que extrema castiga a região amazônica e ainda poderá atingir uma área ainda maior e se prolongar até o fim do primeiro semestre de 2024 é o que alerta os especialistas, podendo assim causar uma tragédia humana e ambiental na Amazônia.
O centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) chamou atenção que a estiagem poderia bater recordes segundo Gilvan Sampaio, coordenador geral de Ciências da Terra do INPE. O especialista afirmou que o principal responsável neste momento é o aquecimento excepcional do Oceano Atlântico Tropical Norte.
O aquecimento anormal do Atlântico também é ressaltado por especialistas ouvidos por uma Agência Pública. Afirmando que os meses de agosto, setembro e outubro – o chamado “verão amazônico” –, são tradicionalmente secos, mas neste ano, de acordo com relato de cientistas que estudam a região, o quadro ficou mais grave, e a estiagem se instalou de um modo mais rápido.
Os efeitos maléficos da estiagem extrema não param de crescer.
Já são pelo menos 170 mil amazônidas com dificuldades de acesso a água, comida e transporte, e a expectativa é que esse número chegue a 500 mil pessoas.
Nos últimos dias, especialistas do Mamirauá constataram a morte de pelo menos 110 botos e tucuxis no Lago Tefé, próximo a Manaus (AM). No fim de semana, a vila de Arumã, também no Amazonas, às margens do rio Purus, “despencou” após o fenômeno conhecido como “terras caídas”, o que matou pelo menos duas pessoas e desalojou outras 200. E a quarta maior hidrelétrica do país, Santo Antônio, em Rondônia, paralisou suas operações, pela baixa histórica registrada no rio Madeira.
Fonte: climainfo.org.br
Por: Ramilso Santos
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