‘Não conheço as músicas do rapaz, pra você ver que tenho um bom gosto’, diz Nunes sobre projeto de lei ‘anti-Oruam’

Projeto de lei de autoria da vereadora Amanda Vettorazzo, do União, quer proibir shows em eventos com apoio do poder público de artistas que, segundo ela, fazem ‘apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas’. Prefeito diz que se faz apologia, não vai ter espaço com dinheiro público.

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O rapper Oruam, que atualmente tem a música mais ouvida do Brasil no Spotify, com “Oh Garota Eu Quero Você Só Pra Mim”, virou alvo de um projeto de Lei na Câmara Municipal de São Paulo, a chamada “Lei Anti-Oruam” – que pede a proibição na contratação de shows, artistas e eventos abertos ao público infantojuvenil “que envolvam, no decorrer da apresentação, expressão de apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas”.

O projeto é da vereadora do União, Amanda Vettorazzo. No texto, ela não cita o Oruam, no entanto, criou um site chamado leiantioruam e, em vídeos nas redes sociais, deixa claro que quer proibir o artista de se apresentar em São Paulo

Figura carimbada nos principais festivais do país, Mauro Davi dos Santos, de 25 anos, tem mais de 13 milhões de ouvintes só no Spotify. O cantor passeia pelo funk, R&B e rap. Suas músicas falam sobre ostentação, sexo e o fato de ele ser filho do traficante Marcinho VP.

Apontado como líder da facção criminosa Comando Vermelho, Marcinho VP é também acusado pelo Ministério Público pelos crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Oruam tem uma tatuagem em homenagem ao pai e também ao traficante Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes.

Fonte: G1