A possível aplicação de tarifas de até 155% sobre produtos chineses, anunciada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem gerando preocupação em todo o mundo e pode impactar diretamente o mercado paraense de eletrônicos. Isso porque grande parte dos aparelhos comercializados no estado depende de peças e componentes fabricados na China.
Segundo especialistas, o aumento nos custos de importação pode encarecer desde insumos básicos até produtos prontos, como celulares, televisores, notebooks e outros equipamentos. A medida afetaria tanto os fabricantes que utilizam peças chinesas quanto os lojistas que importam diretamente, o que acabaria refletindo nos preços pagos pelos consumidores.
No Pará, onde a logística de distribuição já enfrenta desafios como transporte caro e longas distâncias, a tendência é que os efeitos sejam ainda mais fortes. Além disso, oscilações no câmbio e custos de frete internacional podem agravar o cenário.
De acordo com economistas, mesmo que o Brasil não seja diretamente atingido pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, o impacto global nas cadeias de produção pode alterar os preços no mercado interno. Empresas brasileiras que dependem de componentes chineses para montagem de eletrônicos deverão buscar alternativas, o que pode gerar atrasos e aumento nos custos de produção.
Lojistas em Belém relatam que, por enquanto, não há reajustes imediatos, mas a expectativa de alta já começa a influenciar as estratégias de venda. Muitos estabelecimentos estudam antecipar promoções e reforçar estoques antes de possíveis aumentos.
Especialistas recomendam que os consumidores fiquem atentos, comparando preços e evitando compras por impulso. Caso o novo pacote de tarifas realmente entre em vigor, o cenário pode levar a uma elevação gradual dos valores dos eletrônicos até o fim do ano.
Fonte: O Liberal