Mais de mil paraenses vivem com doença falciforme: entenda os riscos e cuidados

Nesta segunda-feira (27), é celebrado o Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes, uma data que chama a atenção para a gravidade da Doença Falciforme — anemia hereditária grave que, no estado do Pará, já atinge mais de 1.156 pacientes.

A doença é causada por uma mutação no gene da hemoglobina, o que transforma as hemácias em formato de foice. Essa alteração estrutural dificulta a passagem dos glóbulos vermelhos pelos vasos sanguíneos e pode causar desde inchaço nas mãos e pés, aumento do baço, até anemia aguda, risco de choque, AVC (acidente vascular cerebral), síndrome torácica aguda e osteonecrose.

O diagnóstico precoce é fundamental. A triagem neonatal (teste do pezinho) permite identificar a doença logo após o nascimento. No acompanhamento do tratamento, são utilizados medicamentos preventivos, reposição de ácido fólico, vacinas especiais, transfusões de sangue e, em alguns casos, o transplante de medula óssea.

Apesar dos avanços, pacientes relatam desafios diários: a dor com crises frequentes, limitação das atividades físicas, afastamentos do trabalho ou estudo e o impacto emocional. Como destaca uma assistente social da Fundação Hemopa, unidade de referência no Pará, “a política de atenção às pessoas acometidas pela doença deve ser fortalecida em todas as instâncias do SUS (…) para que seja garantido investimento numa assistência de qualidade em toda a rede de cuidado.”

É urgente que a sociedade reconheça a doença falciforme não apenas como questão médica, mas como tema de cidadania, atenção social e garantia de direitos.

Fonte: O Liberal