O estado do Paraná foi cenário de uma tragédia natural que chocou moradores e autoridades. Três tornados atingiram diferentes regiões do estado durante a noite da última sexta-feira (7), deixando um rastro de destruição, feridos e desabrigados. A confirmação foi feita pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), que classificou o fenômeno como um dos mais severos já registrados no estado.
Os tornados ocorreram nos municípios de Rio Bonito do Iguaçu, Guarapuava e Turvo, com intensidades variando entre as categorias F2 e F3 na Escala Fujita, que mede a força desses fenômenos. Em Rio Bonito do Iguaçu, o tornado foi o mais intenso, chegando à categoria F3, com ventos estimados entre 300 e 330 km/h. O fenômeno destruiu casas, derrubou árvores, arrancou telhados e comprometeu cerca de 90% da área urbana do município.
Em Guarapuava, na região de Entre Rios, o tornado foi classificado como F2, com ventos de aproximadamente 250 km/h. Diversas propriedades rurais foram destruídas e houve quedas de energia em várias localidades. Já em Turvo, outro tornado de categoria F2 provocou danos estruturais e assustou moradores durante a madrugada.
De acordo com o Simepar, os tornados se formaram em decorrência da combinação de calor intenso, alta umidade e mudanças bruscas na direção e velocidade dos ventos em diferentes altitudes, condições típicas de tempestades supercelulares, que são as mais propícias para a formação de tornados.
As equipes técnicas utilizaram imagens de radar meteorológico, sobrevoos, vistorias em solo e registros feitos por moradores para confirmar e classificar os fenômenos. O governo estadual enviou equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e assistência social para as áreas mais atingidas.
O cenário após a passagem dos tornados é de destruição. Em Rio Bonito do Iguaçu, casas foram completamente devastadas, postes e árvores caíram sobre veículos e muitos moradores perderam tudo o que tinham. Escolas e ginásios foram adaptados para abrigar famílias desabrigadas, enquanto voluntários e órgãos públicos trabalham em mutirões para garantir abrigo, alimentação e roupas às vítimas.
As autoridades ainda contabilizam os prejuízos e informam que os trabalhos de resgate e reconstrução continuam, com o objetivo de restabelecer a normalidade nas regiões atingidas. O Simepar segue monitorando o clima no estado para evitar novas ocorrências.
Fonte: G1