Uma grande ação conjunta entre as Polícias Civil e Militar foi deflagrada nesta quarta-feira (12), no município de Rurópolis, no sudoeste do Pará. A operação, denominada “Godos”, teve como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão relacionados a investigações sobre crimes graves, entre eles extorsão, desmatamento ilegal, porte de armas e lavagem de dinheiro.
De acordo com informações repassadas pelas forças de segurança, a operação faz parte de um conjunto de ações voltadas ao combate ao crime organizado na região Oeste do Pará, com foco em desarticular grupos que atuam em áreas rurais e comunidades próximas às rodovias.
Durante o cumprimento dos mandados, um suspeito foi preso e materiais utilizados nas atividades criminosas foram apreendidos, incluindo documentos, equipamentos eletrônicos e objetos que servirão como provas nas investigações. Todo o material recolhido foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Rurópolis, onde os procedimentos cabíveis estão sendo realizados.
A Operação Godos foi coordenada pelo Delegado-Geral da Polícia Civil, Walter Resende, e contou com o apoio de equipes táticas da Polícia Militar, incluindo o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e o Comando de Policiamento Regional (CPR-I). A ação também teve suporte logístico de unidades da região de Santarém e cidades vizinhas, reforçando o caráter integrado das forças policiais no enfrentamento à criminalidade.
As investigações que culminaram na operação começaram há vários meses e são resultado de levantamentos de inteligência e denúncias feitas pela população. Segundo a Polícia Civil, o nome “Godos” faz referência a um grupo antigo investigado por explorar ilegalmente áreas de floresta e atuar em esquemas de extorsão e grilagem de terras.
A operação ainda deve ter novas fases, uma vez que outros alvos seguem sob investigação. O objetivo, segundo os órgãos de segurança, é restringir as ações de grupos armados e coibir práticas ilegais que afetam diretamente o meio ambiente e a segurança pública na região.
A Polícia Civil destacou que o combate ao crime organizado na Amazônia exige cooperação entre os órgãos estaduais e federais, além de investimentos em tecnologia e capacitação de agentes. A população também é incentivada a continuar colaborando por meio de denúncias anônimas, que podem ser feitas ao Disque-Denúncia 181.
Fonte: G1 Santarém e Região