Um estudo recente revela que seis municípios do Pará figuram entre as 20 cidades mais violentas da Amazônia Legal. A análise foi feita pela 4ª edição do relatório Cartografias da Violência na Amazônia, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
As cidades paraenses listadas são:
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Altamira (população grande): presença de conflitos ambientais, facções criminosas e disputas por terra e água.
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Itaituba (população grande): conhecida por atividades ilegais como mineração, que atraem facções criminosas.
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São Félix do Xingu (população média): marcada por disputas fundiárias, garimpo e desmatamento.
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Mocajuba (população pequena): violência relacionada à atuação de facções e letalidade policial.
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Novo Progresso (população pequena): conflitos fundiários intensos, desmatamento ilegal e garimpo.
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Cumaru do Norte (população muito pequena): disputas envolvendo agronegócio, populações tradicionais e facções criminosas.
O estudo leva em conta as mortes violentas intencionais (MVI) entre os anos de 2022 e 2024, ajustando os dados segundo o tamanho da população de cada município. No total, são analisados 772 municípios da região amazônica. A taxa média registrada em 2024 foi de 27,3 assassinatos por 100 mil habitantes.
Segundo os autores do relatório, a presença de facções criminosas na região paraense contribui diretamente para o aumento da violência. Essas organizações se envolvem em disputas territoriais, especialmente em áreas com garimpo ilegal, desmatamento e terras indígenas, o que agrava o cenário local.
A análise também destaca que a violência na Amazônia Legal não é homogênea, mas está fortemente relacionada às dinâmicas econômicas e ambientais locais. Municípios com forte extração de recursos naturais ou conflitos de terra apresentam taxas mais elevadas de assassinatos, e a atuação de facções criminosas só reforça esse quadro.
Fonte: O LIberal