Casos de sarampo disparam no mundo e colocam em risco controle da doença, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que os casos de sarampo voltaram a subir em várias regiões do mundo, tornando cada vez mais distante a meta de eliminação da doença até 2030. Segundo relatórios citados pela imprensa, surtos foram registrados em dezenas de países e a queda na cobertura vacinal é apontada como a principal causa do aumento das infecções.

Entre 2000 e 2024, as mortes por sarampo caíram de forma expressiva graças à vacinação, mas o avanço registrado nos últimos anos reverteu parte desses ganhos: em 2025 houve aumento expressivo de notificações e 59 países registraram surtos — quase três vezes mais que em 2020. A OMS destaca que o sarampo é um dos vírus mais contagiosos conhecidos e explora rapidamente qualquer falha na proteção coletiva.

A principal razão para a retomada dos surtos é a redução da cobertura vacinal. A pandemia de Covid-19, interrupções em campanhas de rotina, desinformação e dificuldades de acesso a serviços de saúde levaram muitas crianças a perderem a vacinação ou a não receberem a segunda dose, o que deixou populações vulneráveis.

Nas Américas, a circulação do vírus chegou a níveis que fizeram a OPAS/OMS reavaliar o status de eliminação da região; apenas alguns países concentram grande parte dos casos recentes. No Brasil, embora o país tenha alcançado o reconhecimento de eliminação em anos anteriores, as autoridades alertam que a reintrodução do vírus por viajantes e a queda localizada na vacinação podem ocasionar surtos.

Especialistas e órgãos de saúde reforçam que a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) continua sendo a principal forma de prevenção. O esquema básico no Brasil recomenda aplicação aos 12 meses, com reforço aos 15 meses; em situações de surto, a imunização pode ser ampliada para crianças a partir de 6 meses e para adultos conforme orientações locais. Manter altas coberturas vacinais e fortalecer a vigilância epidemiológica são medidas essenciais para evitar novos surtos.

Autoridades orientam pais e responsáveis a conferirem o cartão vacinal, procurarem postos de saúde para atualizar esquemas e seguirem campanhas de vacinação quando convocados. A adesão coletiva protege não só indivíduos, mas toda a comunidade, especialmente bebês muito novos e pessoas com vacinação incompleta.

Fonte: Metrópoles