A Polícia Federal iniciou uma operação para investigar um grupo suspeito de fraudar benefícios do INSS no Pará, São Paulo e Ceará. De acordo com a investigação, a organização criminosa teria causado um prejuízo estimado em R$ 143 milhões aos cofres públicos por meio da reativação irregular de benefícios suspensos. Os criminosos utilizavam acessos indevidos aos sistemas internos do INSS para liberar pagamentos que haviam sido bloqueados por irregularidades.
As apurações mostram que dispositivos eletrônicos eram instalados clandestinamente dentro de agências do INSS. Esses equipamentos permitiam o acesso remoto ao sistema, o que possibilitava a reativação de milhares de benefícios sem qualquer autorização legal. A PF identificou mais de sete mil reativações fraudulentas entre os casos investigados.
Além disso, servidores públicos podem ter sido aliciados para fornecer credenciais internas. A operação foi autorizada pela 3ª Vara Federal Criminal de Belém e ocorreu simultaneamente nos três estados. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva com o objetivo de desarticular todo o esquema.
A PF destacou que a fraude prejudica diretamente a seguridade social e compromete recursos destinados a aposentados, pensionistas e segurados que dependem da renda previdenciária para sobreviver. O caso reforça a necessidade de ampliar o monitoramento e fortalecer a segurança nos sistemas da Previdência Social.