Impostos pagos no Pará somam 55 bilhões de reais e superam valor do ano passado

Os contribuintes do Pará já desembolsaram mais de 55 bilhões de reais em impostos somente entre janeiro e novembro de 2025. O valor exato, de 55,15 bilhões de reais, representa um crescimento de quase dez por cento em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são do Impostômetro, ferramenta desenvolvida pela Associação Comercial de São Paulo que reúne informações sobre tributos municipais, estaduais e federais pagos pela população.

O aumento na arrecadação acompanha o movimento econômico registrado no estado ao longo do ano. Especialistas apontam que o crescimento é influenciado pelo aquecimento de setores como o turismo, a preparação para a realização da COP 30 em Belém e a expansão das atividades da construção civil. Esses fatores ajudam a impulsionar o consumo e a geração de receita, refletindo diretamente no total de tributos recolhidos.

Mesmo com o volume expressivo de impostos pagos, a participação do Pará no total arrecadado no país permanece em torno de 1,44 por cento. O número ainda é considerado modesto diante da relevância econômica do estado na região Norte. Para analistas, esse dado reforça a necessidade de ampliar a competitividade e estimular mais investimentos que possam elevar a contribuição do estado no cenário nacional.

Economistas e representantes do setor produtivo ressaltam que os mais de 55 bilhões de reais recolhidos somente este ano precisam ser revertidos em melhorias reais para a população. Eles destacam a importância de aplicar esse montante em áreas essenciais, como infraestrutura, saúde, educação e segurança pública. Além disso, alertam que o crescimento na arrecadação deve vir acompanhado do fortalecimento da economia e não apenas do aumento de preços, o que acaba elevando a carga tributária de forma indireta.

O acompanhamento do Impostômetro deve continuar chamando atenção até o final de 2025, já que a expectativa é de que o valor arrecadado supere o total registrado no ano passado. Esse comportamento reflete tanto o dinamismo econômico quanto os desafios enfrentados no estado em relação às políticas fiscais e à administração dos recursos arrecadados.


Fonte: O Liberal.