Uma nova ameaça digital está se espalhando pelo WhatsApp e já preocupa especialistas em segurança da informação. O vírus, identificado como Water Saci, utiliza arquivos enviados por mensagens para infectar computadores e dispositivos. Quando o usuário recebe um anexo em formato ZIP, PDF ou HTA e abre o conteúdo, o malware é instalado silenciosamente no sistema e passa a agir de forma oculta. A partir desse momento, criminosos podem acessar dados bancários, senhas, histórico de navegação e outras informações sensíveis.
O funcionamento do vírus tem chamado atenção pela forma de propagação. Depois de infectar o dispositivo, o programa malicioso utiliza ferramentas automáticas de navegação para controlar o WhatsApp Web da vítima. Com esse acesso, ele entra em conversas, anexa o mesmo arquivo malicioso e envia para todos os contatos, criando um ciclo de contaminação que se espalha rapidamente. Todo esse processo ocorre sem que o usuário perceba, o que torna o golpe ainda mais perigoso.
A ameaça tem como foco principal o roubo de dados financeiros. De acordo com analistas, o malware é capaz de acessar ou monitorar operações em plataformas bancárias de instituições como Bradesco, Itau, Santander, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Sicredi e Sicoob. O objetivo é capturar credenciais e acompanhar movimentações que possam ser exploradas pelos criminosos.
Diante da nova onda de golpes, especialistas reforçam a importância de medidas preventivas. A primeira orientação é desativar o download automático de arquivos no WhatsApp, evitando que anexos sejam salvos sem autorização. Também é fundamental confirmar com o contato antes de abrir qualquer documento enviado pelo aplicativo, mesmo que a mensagem pareça legítima. Outro ponto essencial é manter antivírus atualizado em todos os dispositivos, além de desconfiar de anexos que chegam sem explicação ou que provoquem urgência.
A ativação da verificação em duas etapas no WhatsApp e em outros serviços também é recomendada, pois dificulta o acesso de terceiros em caso de tentativa de invasão. Especialistas destacam que a combinação dessas medidas reduz de maneira significativa o risco de infecção e protege informações pessoais e financeiras.
A orientação geral é que os usuários redobrem a atenção, especialmente neste período em que novas modalidades de fraude estão surgindo com frequência e se aproveitando da rotina digital das pessoas.
Fonte: O Liberal.