O número de falhas na assistência à saúde de crianças no Pará registrou um aumento em 2025, somando 900 casos notificados entre 1º de janeiro e 14 de dezembro deste ano, de acordo com dados compilados pela Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Sobrasp) com base em informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Esses casos envolvem crianças de 0 a 11 anos, com ocorrências distribuídas por diferentes faixas etárias: 201 em bebês com menos de 28 dias de vida, 291 entre 29 dias e 1 ano, 169 entre 2 e 4 anos e 239 entre 5 e 11 anos.
A entidade destaca que as falhas relatadas estão ligadas principalmente a problemas de comunicação entre profissionais de saúde e familiares e à falta de participação da criança no processo de cuidado, o que tem resultado em situações como administração incorreta de medicamentos, quedas e lesões por pressão.
No ranking nacional de eventos adversos envolvendo crianças, o Pará ocupa a décima posição, atrás de estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.
Especialistas da Sobrasp reforçam a importância de estratégias que promovam a participação ativa dos pais e responsáveis no cuidado da criança, bem como a melhoria nos processos de comunicação dentro dos serviços de saúde. Segundo a entidade, ouvir os familiares e integrá-los às decisões pode contribuir para reduzir riscos e proteger a segurança dos pequenos pacientes.
A iniciativa está alinhada com as diretrizes do Plano Global para Segurança do Paciente 2021–2030, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que incentiva a participação de pacientes e familiares na assistência à saúde como forma de prevenir danos evitáveis.
Fonte: A Voz do Xingu