Os Correios deram início a um processo de reestruturação financeira após receberem R$ 10 bilhões, valor que integra um plano emergencial para enfrentar uma grave crise institucional. O montante faz parte de um empréstimo total de R$ 12 bilhões, garantido pelo Tesouro Nacional, e já está sendo utilizado para o pagamento de salários e de fornecedores. A meta da estatal é captar até R$ 20 bilhões para tentar reequilibrar o caixa e assegurar a continuidade das operações.
Paralelamente ao reforço financeiro, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou o fim imediato da greve dos funcionários, que durou cerca de duas semanas. A decisão foi assinada pelo presidente da Corte, ministro Vieira de Mello Filho, e definiu um reajuste salarial de 5,1%. Embora o tribunal tenha considerado que a paralisação iniciada em 16 de dezembro não foi abusiva, ficou estabelecido o desconto dos dias parados, com possibilidade de compensação ou parcelamento em até três vezes, conforme a gestão da empresa.
A crise nos Correios é percebida no acúmulo de encomendas e na situação da frota. Em São Paulo, caminhões permanecem parados em um pátio na Marginal Tietê, área que, segundo a estatal, pertence a uma empresa terceirizada. Em Porto Alegre, veículos estão estacionados em um galpão aguardando leilão como parte do processo de renovação da frota. Após 14 dias de paralisação, o principal desafio da empresa agora é normalizar as entregas em todo o país.
Fonte: Bandeirantes