Cinco pessoas são levadas à delegacia após viatura da PM ser alvo de tiros

Cerca de cinco pessoas foram encaminhadas à delegacia na sexta-feira (16), após uma guarnição da Polícia Militar ser atingida por disparos de arma de fogo. O caso mobilizou equipes policiais e resultou na apresentação de suspeitos à autoridade policial para esclarecimentos.

Após o ataque, a PM recebeu informações que levaram à localização de um veículo Honda HR-V, apontado como possivelmente envolvido na ocorrência. O carro, que estaria sendo conduzido por Luan Gabriel Alves de Oliveira, suspeito de efetuar os disparos, foi encontrado parado em uma borracharia no cruzamento da Rua Barjonas de Miranda com a Marechal Rondon.

Segundo a Polícia Militar, o automóvel estava no local para a troca de um pneu que apresentava um projétil de arma de fogo alojado, o que reforçou a suspeita de ligação direta com o atentado contra a guarnição e a necessidade de preservação do veículo como prova.

Ainda conforme a PM, no momento da abordagem, o veículo estava sob a posse da advogada Luciana Alves da Silva e Silva, que teria se recusado a prestar esclarecimentos e afirmado que não poderia ser conduzida. De acordo com os policiais, ela passou a proferir ofensas e resistiu à condução, sendo necessário o uso de algemas e força proporcional para garantir o encaminhamento à delegacia.

Além dela, também foram apresentados Hitalo dos Santos Barbosa, Luan Gabriel Alves de Oliveira, Naely Souza Serrão e Lucas Gabriel Gamboa Tapajós.

Em entrevista à imprensa local, a advogada criminalista declarou que reagiu de forma nervosa por ser diagnosticada com autismo e estar sem medicação no momento da ocorrência. Ela também afirmou ter solicitado aos policiais que evitassem gritos e contato físico, alegando ser portadora de transtorno bipolar.

A Secretaria Municipal de Transportes (SMT) foi acionada para realizar a remoção do veículo, que foi levado à delegacia e permanece à disposição para perícia. A ocorrência também foi comunicada à OAB Subseção Santarém, que enviou à unidade policial a presidente da entidade e membros da Comissão de Prerrogativas para acompanhar o caso.

Fonte: Oimpacto