Ouro dispara no mercado internacional e renova máxima histórica

O ouro voltou a demonstrar sua força como principal ativo de proteção em momentos de incerteza global. Na segunda-feira (26), o metal precioso alcançou um marco inédito ao ultrapassar a cotação de US$ 5.100 por onça-troy, atingindo o maior valor nominal já registrado na história do mercado financeiro.

A escalada no preço ocorre em meio a um ambiente de forte instabilidade internacional, marcado por tensões geopolíticas e volatilidade nas principais bolsas do mundo. Diante desse cenário, investidores têm migrado para ativos considerados mais seguros, impulsionando ainda mais a demanda pelo ouro. Somente em 2025, o metal acumula uma valorização de 64%, o maior avanço anual desde o fim da década de 1970.

Especialistas destacam que, em períodos de crise, o ouro reassume seu papel tradicional como reserva de valor, sendo amplamente utilizado por governos e bancos centrais para proteger ativos financeiros. Para o público em geral, porém, compreender esse movimento exige familiaridade com a unidade padrão usada no mercado internacional: a onça-troy.

Utilizada há séculos no comércio de metais preciosos, a onça-troy corresponde a 31,1034768 gramas e é a referência oficial nas bolsas de commodities de Londres e Nova York. Com o preço atual, o valor do ouro chega a cerca de US$ 163,97 por grama, o que equivale a aproximadamente R$ 820, a depender da cotação do dólar.

Reflexos no Brasil e na região Norte

No Brasil, o recorde histórico traz efeitos contraditórios. Se, por um lado, favorece investidores e exportadores do setor mineral, por outro encarece matérias-primas essenciais para segmentos como a joalheria e a indústria eletrônica.

No Pará, um dos principais polos de extração mineral do país, a valorização expressiva do ouro acende um sinal de alerta. Autoridades ambientais e de segurança devem intensificar a fiscalização, já que a alta nos preços internacionais pode estimular o avanço do garimpo ilegal, especialmente em áreas de preservação ambiental e terras protegidas.

Fonte: O Impacto