Nesta quarta-feira (11), durante a terceira fase da Operação Barco de Papel, a Polícia Federal (PF) apreendeu uma mala com R$ 429 mil em espécie que foi arremessada pela janela de um apartamento no 30º andar de um prédio em Balneário Camboriú (SC).
A ação faz parte das investigações sobre supostas irregularidades na gestão de recursos do Rioprevidência – fundo de previdência dos servidores estaduais do Rio de Janeiro – e os investimentos feitos no extinto Banco Master. A PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão, um em Balneário Camboriú e outro em Itapema (SC).
Dinheiro e bens apreendidos
Ao chegar ao imóvel, um dos ocupantes do apartamento jogou pela janela uma mala contendo dinheiro em espécie. Os policiais recuperaram o montante no local. Além dos R$ 429 mil, os agentes federais também apreenderam dois veículos de luxo, dois celulares e diversos documentos considerados relevantes para as investigações.
O que a Operação Barco de Papel investiga
A terceira fase da Operação Barco de Papel apura indícios de crimes contra o sistema financeiro, como obstrução de investigação e ocultação de provas, relacionados ao aporte de recursos do Rioprevidência em títulos emitidos pelo Banco Master.
Segundo a Polícia Federal, os mandados foram autorizados pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro com base em indícios de que documentos, valores e bens teriam sido retirados de um imóvel no Rio de Janeiro antes da chegada dos agentes federais.
Contexto das investigações
A Operação Barco de Papel já havia resultado, em fases anteriores, na prisão do então presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, por suspeita de obstrução de investigações e destruição de provas relacionadas ao caso.
A investigação segue para apurar a responsabilidade dos envolvidos e eventuais práticas de crimes como lavagem de dinheiro e é fraude contra o sistema financeiro nacional.
Fonte: G1Globo.com