Pricila implorou pela vida antes de ser assassinada por namorado em Santa Catarina

Pricila Maria Dolla Gmes, de 38 anos, foi vítima de feminicídio na segunda-feira (16), no interior de Rio Negrinho, em Santa Catarina. Ela foi assassinada pelo namorado, Gustavo Danielski, de 29 anos.

O crime teria ocorrido no início da noite, quando uma amiga de Pricila acionou a PM (Polícia Militar) informando que ela estava sendo ameaçada pelo companheiro, segundo informações do Jornal Razão. A amiga contou aos policiais que o rapaz estava armado e na residência dela. Durante o deslocamento das autoridades, a testemunha relatou que ouviu disparos e que Pricila foi alvejada.

Os policiais chegaram ao local e encontraram a vítima já sem vida, sobre um colchão que estava no chão. O autor estava caído na porta do imóvel, com ferimento na cabeça compatível com disparo de fogo e sinais vitais instáveis, indicando tentativa de suicídio.

 

No entanto, o clima de tensão já havia começado na manhã do mesmo dia, quando Pricila teria dito a amigas que pretendia terminar o relacionamento com Gustavo. Então, o homem teria informado que iria até a casa dela pegar alguns pertences e valor em dinheiro.

Familiares e amigas da vítima começaram a trocar ligações após obterem a informação de que Gustavo estaria no local para matar Pricila. A mãe dela, inclusive, recebeu uma mensagem que dizia que o homem estava lá “para matá-la”. Quando ela e o marido foram até a casa da filha, encontraram a vítima sem vida. Os pais afirmaram que não sabiam de nenhum desentendimento do casal e não compreendem o motivo do crime.

O caso foi registrado como feminicídio consumado e tentativa de suicídio. Gustavo Danielski foi encaminhado à Fundação Hospitalar de Rio Negrinho e, até a última atualização oficial, não havia boletim detalhado sobre o estado de saúde dele.

Pricila implorou pela vida

Antes de cometer o crime, Gustavo Danielski teria entrado em chamada de vídeo com sua irmã, enquanto a ameaçava e argumentava com as duas.

Pricila tentou convencer o homem a não cometer o crime, mas Gustavo negou os pedidos da mulher. “Pelo amor que você tem pelas suas irmãs, pelo amor que você pelas suas sobrinhas, solta a arma, por favor”, implorou a vítima.

Pricila chegou a perguntar se ele queria que ela se ajoelhasse para Gustavo atender ao seu pedido, mas ele recusou. O homem então apontou a arma para Pricila e mandou ela se afastar.

Denuncie

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 é um serviço de utilidade pública essencial para o enfrentamento à violência contra as mulheres. O atendimento é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, via telefone ou WhatsApp: (61) 9610-0180.

O Ligue 180 presta os seguintes atendimentos: orientação sobre leis, direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento; localidade dos serviços especializados da rede de atendimento; registro e encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes.

Vítimas de violência também podem recorrer à Casa da Mulher Brasileira, localizada na Rua Brasília, Jardim Imá, em Campo Grande (MS) – Telefone: (67) 2020-1300. Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do 190.

 

Fonte: Midiamix