EUA avaliam classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

O governo dos Estados Unidos pode anunciar nos próximos dias a inclusão das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras. A medida, que ainda depende de decisão política final, pode ter impacto direto nas relações entre Brasil e Estados Unidos e no combate ao crime organizado na região.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, equipes técnicas do governo norte-americano já concluíram a análise que recomenda a classificação das facções como grupos terroristas. Caso a decisão seja confirmada, as organizações passariam a ser alvo de sanções mais rígidas e suas operações poderiam ser consideradas alvos legítimos de ações militares dos Estados Unidos, inclusive fora do território americano.

A possível medida também ampliaria restrições financeiras e migratórias. Entre as consequências estariam o bloqueio de bens ligados aos grupos em território americano, proibição de relações comerciais com cidadãos ou empresas dos EUA e maior cooperação internacional para combate às facções.

Segundo reportagens, o governo brasileiro já teria sido alertado previamente sobre a possibilidade da decisão e avalia caminhos diplomáticos para dialogar com Washington sobre o tema. A classificação de facções como organizações terroristas é considerada sensível, pois pode abrir espaço para ações internacionais mais duras contra esses grupos.

Especialistas apontam que esse tipo de designação costuma gerar repercussões diplomáticas e estratégicas, já que, ao enquadrar organizações criminosas como terroristas, governos estrangeiros passam a ter instrumentos legais mais amplos para combatê-las.

O PCC e o Comando Vermelho estão entre as maiores facções criminosas do Brasil e atuam em diversas regiões do país e também no exterior, especialmente em rotas do tráfico de drogas e armas.