A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) projeta um aumento médio de 8% nas tarifas de energia elétrica para consumidores em todo o Brasil em 2026. O índice é considerado elevado e supera as estimativas de inflação para o período.
De acordo com a agência, o principal fator de pressão sobre as tarifas são os encargos setoriais, especialmente os custos ligados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que reúne subsídios do setor elétrico e deve ultrapassar R$ 52 bilhões neste ano.
Além disso, também contribuem para o aumento os custos de transmissão e compra de energia, bem como despesas relacionadas à inadimplência e ajustes financeiros do setor.
A projeção de alta é praticamente o dobro da inflação estimada, que gira em torno de 3% a 4%, segundo indicadores econômicos.
Apesar do cenário de aumento, a Aneel aponta a possibilidade de redução parcial nas tarifas. Isso pode ocorrer com a utilização de recursos provenientes do chamado Uso do Bem Público (UBP), pagos por geradoras hidrelétricas. Caso haja adesão das empresas, os valores podem gerar descontos nas contas de consumidores, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
Em um cenário mais favorável, a redução média pode chegar a até 2,9 pontos percentuais no cálculo nacional das tarifas.
A expectativa é que os reajustes impactem diretamente o orçamento das famílias brasileiras, já pressionadas pelo custo de vida, tornando a conta de luz um dos principais gastos domésticos em 2026.
Fonte: O Liberal