A Polícia Federal ainda tenta identificar os corpos encontrados há dois anos em um barco à deriva no nordeste do Pará.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, nenhuma das nove vítimas foi identificada até o momento. O governo brasileiro mantém diálogo com o governo da Mauritânia para auxiliar no processo de identificação.
Em nota, o Itamaraty informou que a Polícia Federal segue empenhada no trabalho de identificação dos corpos encontrados na embarcação.
O caso teve início em 13 de abril de 2024, quando pescadores localizaram o barco à deriva na região da Ilha de Canelas, no litoral de Bragança, a cerca de 210 quilômetros de Belém. Os corpos estavam em avançado estado de decomposição.
Após o resgate da embarcação, a Polícia Federal apontou que as vítimas seriam imigrantes africanos. As investigações indicam que o barco partiu da Mauritânia com destino às Ilhas Canárias, mas teria tido a rota desviada por correntes marítimas.
Segundo o Itamaraty, há articulação entre o ministério, a Polícia Federal e o governo mauritano para viabilizar a coleta de material biológico de familiares das possíveis vítimas, com o objetivo de permitir a identificação dos corpos.
Fonte: g1 Pará