A ativista paraense Beatriz Moreira de Oliveira está entre os integrantes da flotilha humanitária Global Sumud interceptada por forças militares de Israel no Mar Mediterrâneo durante uma missão de apoio humanitário à Faixa de Gaza.
Natural de Belém, Beatriz participava da ação internacional organizada para denunciar o bloqueio ao território palestino e prestar ajuda humanitária. A flotilha reunia cerca de 428 integrantes de mais de 40 países, entre ativistas, médicos e defensores de direitos humanos.
Segundo organizações que acompanham o caso, os participantes seguem sem contato com advogados e sem acesso consular desde a interceptação das embarcações, ocorrida na última segunda-feira.
Além da paraense, outros três brasileiros participavam da missão: Ariadne Teles, Cassio Guedes e Thainara Rogério. O Movimento dos Atingidos por Barragens, do qual Beatriz faz parte, informou que todos permanecem incomunicáveis.
O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota repudiando a ação israelense e classificando a interceptação das embarcações em águas internacionais como ilegal. O Itamaraty também pediu a libertação imediata dos ativistas detidos e respeito aos direitos humanos dos participantes da missão.
Israel confirmou a interceptação da flotilha e afirmou que a operação teve como objetivo impedir apoio ao Hamas. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram ativistas ajoelhados, com as mãos amarradas, cercados por militares israelenses.
Movimentos sociais e organizações de direitos humanos demonstraram preocupação com a integridade física e psicológica dos ativistas. Segundo representantes do MAB, os brasileiros devem receber acesso consular nos próximos dias, enquanto aguardam deportação.
FONTE:
g1 Pará, Ministério das Relações Exteriores e Movimento dos Atingidos por Barragens.