Dez pessoas suspeitas de integrar uma rede de fornecimento de drogas ligada à facção criminosa Comando Vermelho foram presas nesta terça-feira (2) durante a Operação Instructus, coordenada pela Polícia Civil do Pará. A ação foi realizada simultaneamente nos estados do Pará, Paraná e Mato Grosso.
Segundo as investigações, o grupo era responsável por abastecer pontos de venda de entorpecentes na Região Metropolitana de Belém e em diversos municípios do interior paraense.
A operação foi conduzida pela Divisão Estadual de Narcóticos e pelo Grupo de Trabalho de Facções Criminosas, com apoio de forças policiais dos demais estados. Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram expedidos pela Vara de Combate ao Crime Organizado do Tribunal de Justiça do Pará.
As prisões ocorreram nos municípios de Belém, Ananindeua, Marituba, Santa Izabel do Pará, Santa Maria do Pará, Abaetetuba e Placas, além de Maringá, Medianeira e Guarantã do Norte.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados exerciam a função conhecida como “fornecedores do estado”, responsáveis por distribuir drogas para traficantes varejistas autorizados pela organização criminosa a atuar em diferentes regiões do Pará.
Segundo o diretor da Denarc, Davi Cordeiro, as investigações apontaram que os suspeitos tinham autorização da facção para revender entorpecentes a distribuidores que atuavam em bairros da capital e em cidades do interior.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam celulares e equipamentos eletrônicos que serão analisados para auxiliar no avanço das investigações e identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.
Um dos alvos da operação também foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Com ele, os policiais encontraram uma pistola calibre 9 milímetros que, segundo a Polícia Civil, pertence ao patrimônio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.
Os presos foram encaminhados aos sistemas penitenciários dos estados onde foram detidos e permanecem à disposição da Justiça.
Fonte: G1 Pará.