Pesquisa do Ministério da Educação mostra ainda que 62% dos diretores ouvidos afirmam que aparelhos são guardados nas mochilas dos estudantes
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Uma pesquisa do Ministério da Educação (MEC), divulgada nesta terça-feira, com diretores de escolas brasileiras aponta que 66% dos colégios adotaram sanções para violação das regras e 62% definiram que o lugar para guardar os aparelhos é na mochila dos estudantes.
O levantamento foi feito para marcar um ano da entrada em vigor da lei que restringe o uso de aparelhos celulares para fins não pedagógicos nas escolas de educação básica. Ele foi conduzida pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Instituto Alana, com cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Os tipos de sanções implementadas não foram relatadas pelas escolas. No entanto, essas regras, geralmente, preveem a retenção dos aparelhos caso sejam usados até que um responsável pelo aluno vá buscar o telefone. Algumas notificações, como advertências, também são usadas.
De acordo com a pesquisa, 92% dos gestores escolares afirmam que a legislação já está sendo implementada nas instituições — 45% consideram o processo consolidado; 47% avaliam que a implementação está em curso, apesar de ainda enfrentarem desafios; e 8% não iniciaram.
A Pesquisa Nacional 1º ano da Lei nº 15.100/2025 contou com a seleção de 8.189 escolas da educação básica, distribuídas em todas as unidades da Federação, com dados representativos a nível nacional das escolas públicas e privadas e, para a rede pública, dos anos iniciais e finais do ensino fundamental e do ensino médio. Nesta primeira etapa, foram divulgados os resultados referentes à percepção dos gestores escolares. Os dados relativos aos professores serão apresentados no segundo semestre.
Os dados mostram ainda que a restrição ao uso não pedagógico dos celulares não resultou em redução das atividades educacionais com tecnologias digitais. Mais da metade das escolas públicas (51%) ampliou ações de educação digital e midiática em 2025, e outras 36% informaram que iniciariam atividades em 2026.
Além disso, 86% dos colégios indicaram manutenção ou ampliação das atividades pedagógicas com tecnologias após a implementação da lei e 71% dos gestores discordam da afirmação de que a restrição ao uso dos celulares limita o desenvolvimento de habilidades digitais dos estudantes.
Fonte: oglobo