Polícia Civil investiga possível adoção irregular com suspeita de fraude documental e pagamento de R$ 600 envolvendo um recém-nascido no sudoeste do Pará.
Por Redação
Fonte: DOL
Data: 15 de setembro de 2026
A Polícia Civil investiga uma suspeita de entrega irregular de um recém-nascido de aproximadamente cinco dias em Altamira, no sudoeste do Pará. O caso envolve suspeitas de possível fraude documental, pagamento de valores e uma tentativa de adoção irregular.

A investigação começou após uma denúncia anônima informar que a mãe biológica da criança estaria buscando ajuda para recuperar o filho, que teria sido entregue a terceiros.
Segundo as informações apuradas, as pessoas que estavam com o bebê teriam utilizado documentos para conseguir a assinatura da mãe e, posteriormente, não teriam devolvido a criança.
Equipes da Polícia Civil, incluindo o setor de inteligência, realizaram diligências para localizar o recém-nascido e identificar os envolvidos. A criança foi encontrada em uma residência na área urbana do município, e os suspeitos foram conduzidos para prestar esclarecimentos.
A mãe biológica também foi localizada e ouvida pelos investigadores.
Suspeita começou durante a gestação
De acordo com a investigação, a possível irregularidade teria começado ainda durante a gravidez. A mãe biológica teria procurado atendimento no Hospital Geral de Altamira acompanhada de suspeitos e apresentado documentos que seriam de outra pessoa.
Segundo a Polícia Civil, os dados utilizados no atendimento hospitalar poderiam ser de uma mulher que supostamente ficaria com o bebê. Com essas informações, a Declaração de Nascido Vivo (DNV) teria sido emitida em nome da possível adotante, e não da mulher que realizou o parto.
Durante as diligências, três pessoas foram apontadas como suspeitas de participação no caso. Uma delas teria feito a intermediação do contato com a mãe biológica, enquanto outra seria a possível adotante.
A mulher apontada como possível adotante teria vindo de Salvador, na Bahia, e estaria em Altamira há cerca de 11 dias antes do nascimento da criança.
Polícia apura possível pagamento
Outro ponto investigado é a suspeita de pagamentos ou auxílios financeiros realizados durante a gravidez.
Segundo informações levantadas pela investigação, um dos envolvidos teria informado que ajudava a gestante com alimentos, dinheiro e outros recursos. Entre os valores mencionados está a quantia de R$ 600.
A polícia busca esclarecer se o valor teria sido apenas uma ajuda financeira ou se estaria relacionado à entrega do recém-nascido.
Investigação continua
A Polícia Civil apura possíveis crimes como falsidade documental, inserção de informações falsas em registros públicos e possível tráfico de pessoas para fins de adoção.
Documentos foram apreendidos e serão analisados para identificar a participação de cada envolvido.
O bebê foi localizado e passou a receber medidas de proteção determinadas pelas autoridades. O inquérito segue em andamento para esclarecer toda a dinâmica do caso.
Fonte: DOL