Monte Alegre e Rurópolis decretam situação de emergência por avanço de incêndios florestais

Os municípios de Monte Alegre e Rurópolis, no oeste do Pará, decretaram situação de emergência diante do avanço dos incêndios florestais registrado durante o período de estiagem. A combinação de altas temperaturas, baixa umidade e redução das chuvas tem favorecido a propagação das chamas e provocado impactos ambientais, econômicos e à saúde da população.

Brigadistas de Monte Alegre, no oeste do Pará — Foto: Arquivo/g1

Em Monte Alegre, o Decreto nº 480/2026 estabeleceu Situação de Emergência Nível II nas áreas atingidas pelo fogo. Segundo a prefeitura, o município registra elevado número de focos de calor e incêndios em vegetação nativa, pastagens, roçados e regiões próximas a áreas habitadas.

O decreto aponta prejuízos em lavouras, pastagens, cercas, benfeitorias e rebanhos. Os incêndios também provocam danos à fauna, degradação do solo e redução da biodiversidade. Outro problema é a grande quantidade de fumaça, que compromete a qualidade do ar e pode contribuir para o aumento de problemas respiratórios.

Durante a vigência da medida, ficou proibido em Monte Alegre o uso de fogo para limpeza de terrenos, queima de lixo, restos de vegetação e resíduos de roçados, tanto na zona urbana quanto na rural. Também estão proibidas fogueiras e outras práticas que possam provocar novos focos de incêndio. Autorizações para queimadas controladas concedidas pelo município foram suspensas.

A administração municipal determinou ainda a mobilização de diferentes órgãos, sob coordenação da Defesa Civil. As áreas de Meio Ambiente, Saúde, Obras e Assistência Social deverão atuar no combate às chamas, fiscalização, atendimento às pessoas afetadas pela fumaça e assistência às famílias atingidas.

Em Rurópolis, a situação de emergência foi estabelecida pelo Decreto nº 163, de 21 de setembro. Segundo a prefeitura, incêndios vêm sendo registrados desde julho, período marcado pela redução significativa das chuvas, queda da umidade relativa do ar e diminuição dos níveis dos rios.

As ocorrências atingem terrenos particulares, margens de estradas, pastagens e outras áreas de vegetação. A grande quantidade de fumaça também preocupa as autoridades, principalmente pelos riscos para crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças cardiorrespiratórias e trabalhadores expostos ao ar livre.

Outro ponto de preocupação é o possível impacto sobre as reservas hídricas e o abastecimento de água para consumo humano e animal. A prefeitura informou que recursos municipais já vinham sendo utilizados no enfrentamento aos incêndios, mas as ações não foram suficientes para normalizar a situação.

Com os decretos, os municípios poderão ampliar a mobilização dos órgãos públicos, convocar voluntários para auxiliar nas ações de resposta e adotar medidas emergenciais previstas em lei. Em Rurópolis, a situação de emergência poderá permanecer em vigor por até 180 dias.

As autoridades reforçam a necessidade de evitar qualquer uso irregular do fogo durante o período de estiagem. O risco de incêndios continua sendo acompanhado por sistemas de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Fonte: g1 Santarém e Região / Prefeituras de Monte Alegre e Rurópolis.