Policial militar atira em meio à multidão durante o Círio de Nazaré e acaba preso em Belém

Um policial militar à paisana foi preso após efetuar um disparo de arma de fogo em meio à multidão que acompanhava a Trasladação do Círio de Nazaré, na noite de sábado (10), em Belém, no Pará. O caso aconteceu nas proximidades da Estação das Docas, durante uma das principais procissões religiosas do estado.

Policial á paisana que participava da Trasladação atira em meio à multidão e é preso em Belém — Foto: Cidade091

De acordo com a Polícia Militar, o agente participava da romaria acompanhado da família quando teria ocorrido uma tentativa de assalto. O policial alegou que cinco pessoas ameaçaram e tentaram roubar pertences de seus familiares, situação que teria motivado o disparo.

Testemunhas relataram momentos de tensão após o barulho do tiro. Uma pessoa que acompanhava a procissão afirmou que o militar estava com uma criança pequena e levantou a arma antes de atirar. Segundo o relato, parte dos fiéis chegou a confundir o disparo com o som de fogos de artifício.

Após o ocorrido, policiais militares que atuavam na segurança da romaria abordaram o homem e o retiraram da multidão. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que ele é conduzido pelos agentes.

O militar foi encaminhado à Divisão de Crimes Funcionais da Polícia Civil, onde recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de disparo de arma de fogo em local público. A arma utilizada foi apreendida pelas autoridades.

Segundo a Polícia Civil, o policial foi colocado em liberdade após o pagamento da fiança estabelecida. Antes da liberação, ele também passou por exame de corpo de delito.

A Corregedoria da Polícia Militar instaurou procedimentos para apurar a conduta do agente e verificar as circunstâncias em que o disparo foi realizado.

Até a divulgação das informações, as autoridades não haviam informado a identidade do policial, o valor da fiança ou se alguma pessoa ficou ferida durante a ocorrência.

Fonte: g1 Pará / Polícia Militar / Polícia Civil.