Uma operação da Polícia Civil de Goiás, realizada nesta sexta-feira (16), tem como alvo sete pessoas investigadas por envolvimento no assassinato do ex-prefeito de Pontalina, José Porto Andrade, de 88 anos. A nova fase da Operação Carta Marcada inclui o cumprimento de mandados judiciais nos municípios de Jacundá e Rondon do Pará, no sudeste paraense.

O ex-prefeito foi baleado no dia 21 de julho de 2026, quando estava na porta de casa, no município de Pontalina, em Goiás. O ataque foi registrado por uma câmera de segurança, que flagrou a aproximação do criminoso e o momento dos disparos.
José Porto Andrade chegou a ser socorrido e permaneceu hospitalizado após o atentado. Apesar dos cuidados médicos, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 5 de agosto.
Desde o crime, a Polícia Civil de Goiás realiza diligências para identificar os responsáveis pela execução e esclarecer a possível participação de outras pessoas no planejamento do homicídio.
De acordo com as investigações, o ex-prefeito teria sido monitorado pelo executor por aproximadamente duas horas e meia antes de ser atacado. A polícia considera que o crime foi planejado com antecedência e envolveu uma divisão de tarefas entre os participantes.
Em agosto, durante uma etapa anterior da investigação, duas pessoas foram presas. Uma delas foi apontada como possível mandante do assassinato, enquanto a outra teria atuado como intermediária na organização do crime.
A segunda fase da Operação Carta Marcada foi deflagrada nesta sexta-feira (16), com o objetivo de avançar na identificação dos demais envolvidos e esclarecer as conexões entre os investigados.
Segundo a Polícia Civil, a operação busca cumprir quatro mandados de prisão temporária, além de ordens judiciais de busca e apreensão. As diligências incluem ações nas cidades paraenses de Jacundá e Rondon do Pará.
A presença das equipes policiais nesses municípios está relacionada à investigação sobre possíveis participantes do esquema criminoso. O apoio operacional é prestado pela Polícia Civil do Pará, em colaboração com os investigadores goianos.
Entre os principais objetivos da operação estão a identificação de intermediários, a localização do segundo executor e o rastreamento de valores financeiros que possam ter sido utilizados para viabilizar o assassinato.
A investigação é coordenada pelo Grupo de Investigação de Homicídios de Caldas Novas e pela Delegacia de Polícia de Pontalina, vinculada à 19ª Delegacia Regional de Polícia de Goiás.
Os nomes dos sete investigados não haviam sido divulgados até a publicação das informações. Também não havia confirmação sobre o resultado de todos os mandados previstos para esta nova etapa.
A Polícia Civil deverá analisar os materiais apreendidos e aprofundar os levantamentos para esclarecer a participação individual dos suspeitos e identificar possíveis conexões financeiras relacionadas ao homicídio.
O caso segue sob investigação, e as autoridades trabalham para reunir os elementos necessários à responsabilização dos envolvidos na morte do ex-prefeito.
Fonte: g1 Goiás / Polícia Civil de Goiás.