As bases fluviais de segurança pública do Pará apreenderam mais de 7,8 toneladas de drogas entre 2022 e 2026, segundo balanço divulgado pelo Governo do Estado nesta terça-feira (20). No mesmo período, as operações realizadas pelas equipes também contribuíram para a apreensão de mais de 62 toneladas de pescado irregular e para a realização de 212 prisões.
Os números fazem parte das ações de fiscalização e combate a crimes nas hidrovias paraenses. A estratégia busca ampliar a presença das forças de segurança em áreas onde os rios funcionam como importantes rotas de deslocamento de pessoas, mercadorias e embarcações. A estrutura fluvial permite que as equipes realizem abordagens e fiscalizações em pontos considerados estratégicos.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), o estado conta com três bases fluviais instaladas em regiões importantes da malha hidroviária. As estruturas foram implantadas em diferentes períodos e integram a estratégia estadual de reforço das operações policiais e de fiscalização ambiental.
Uma das unidades é a Base Integrada Fluvial Antônio Lemos, inaugurada em 2022, no distrito de Antônio Lemos, na região do Marajó. A estrutura foi criada para fortalecer a atuação das forças de segurança em uma área marcada pela presença de rios e pela circulação constante de embarcações.
Outra unidade é a Base Candiru, entregue em 2024, no município de Óbidos, na região do Baixo Amazonas. A localização permite intensificar a fiscalização fluvial em uma área estratégica para o transporte regional. As equipes podem atuar na identificação de cargas suspeitas e na abordagem de embarcações durante as operações.
A terceira estrutura citada no balanço é a Base Fluvial Baixo Tocantins, que começou a funcionar em março de 2026, na região do Furo do Capim, em Abaetetuba. A unidade amplia a capacidade de fiscalização em uma área de intensa circulação fluvial, reforçando as ações de combate a atividades ilegais.
Entre os principais resultados apresentados estão as apreensões de entorpecentes, que ultrapassaram 7,8 toneladas no período contabilizado. O volume demonstra a dimensão das operações realizadas pelas equipes, embora o balanço divulgado não detalhe, nas informações consultadas, a quantidade apreendida em cada base ou a distribuição das ocorrências ao longo dos anos.
As ações também resultaram na apreensão de mais de 62 toneladas de pescado irregular. Esse tipo de fiscalização está relacionado ao combate à pesca ilegal e ao transporte de produtos em desacordo com as normas ambientais. As operações podem contribuir para a proteção dos recursos naturais e para a repressão a atividades que prejudicam a atividade pesqueira regular.
Outro dado divulgado pela Segup foi o registro de 212 prisões durante as operações realizadas pelas bases. As detenções estão inseridas no conjunto de ações de segurança pública nas hidrovias, que envolvem abordagens, verificações e encaminhamentos às autoridades competentes quando são identificadas possíveis irregularidades.
Segundo o Governo do Pará, a manutenção das bases faz parte dos investimentos para ampliar a capacidade operacional das forças de segurança em regiões de difícil acesso terrestre. A atuação por meio dos rios é considerada estratégica devido às características geográficas do estado e à importância do transporte fluvial para a população.
Os resultados apresentados correspondem ao período informado pelo governo, de 2022 a 2026. O balanço, entretanto, não significa que todas as apreensões tenham ocorrido em uma única operação: os números reúnem os resultados acumulados pelas estruturas ao longo dos anos de funcionamento.
Fonte: DOL, com informações do Governo do Pará.