Segundo a Polícia Civil, Max William da Silva Fagundes, de 19 anos, atacou os pais e coagiu a irmã a atirar sob ameaça de morte. A mãe morreu, o pai permanece internado e o Conselho Tutelar acompanha a criança.
A investigação sobre a tragédia ocorrida na comunidade de Patoazal, na região do Mamiá, em Alenquer, no oeste do Pará, teve novos desdobramentos. Segundo a Polícia Civil, Max William da Silva Fagundes, de 19 anos, atacou os próprios pais e, em seguida, obrigou a irmã de 12 anos a disparar contra ele. O caso aconteceu na noite de quinta-feira (22), em uma área de difícil acesso, a aproximadamente 110 quilômetros da sede do município.

De acordo com informações da Polícia Militar, o jovem desferiu cerca de 21 golpes de facão contra a mãe, identificada como Eide Dalila Silva. Depois, pegou uma espingarda e atirou contra o pai, André, atingindo-o na região da clavícula.
Após atacar os familiares, Max teria manifestado a intenção de tirar a própria vida, mas, conforme a investigação, coagiu a irmã a efetuar o disparo, ameaçando-a de morte. O delegado da Polícia Civil Jonivaldo Carneiro informou que a menina atirou diante da ameaça e que o jovem morreu no local.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para socorrer as vítimas. Eide Dalila, no entanto, não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu durante o trajeto para o hospital. O pai foi encaminhado ao Hospital Santo Antônio, onde permanece internado. Até a publicação das informações, não havia atualização sobre o estado de saúde dele.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para esclarecer as circunstâncias do caso. A investigação busca reunir informações sobre a sequência dos acontecimentos e as condições em que ocorreram as agressões e a morte do jovem.
O Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar a menina de 12 anos e garantir o suporte necessário após o episódio traumático, incluindo assistência psicológica.
Fonte: g1 Santarém e Região / Polícia Civil / Polícia Militar.